Após 15 quedas, economia do Brasil fica estagnada em abril, mostra BC

  • 17-06-2016

 

A economia brasileira iniciou o segundo trimestre praticamente estagnada, resultado bem abaixo do esperado, mas interrompendo quase um ano e meio de quedas depois de a produção industrial e as vendas no varejo apresentarem ganhos em abril.
O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) teve variação positiva de 0,03% em abril na comparação com março, em dado dessazonalizado.
Foi a primeira vez que o indicador teve alta após 15 meses de números negativos. O dado frustrou a expectativa de analistas consultados pela Reuters, que previam avanço de 0,30%.
"Ainda é cedo para cantar vitória. O fundo do poço da atividade econômica parece estar se aproximando, porém só deve ocorrer no terceiro trimestre", disse a consultoria Rosenberg & Associados, em nota assinada pela economista-chefe Thais Marzola Zara.
Na comparação com abril de 2015, o IBC-Br caiu 5,75% e em 12 meses acumula queda de 5,35%, sempre em números dessazonalizados.
A contração do PIB (Produto Interno Bruto) desacelerou no primeiro trimestre deste ano, com queda de 0,3% sobre o período imediatamente anterior, segundo dados do IBGE.
Embora o país ainda sofra com a recessão, inflação elevada e desemprego em alta, alguns setores tiveram resultados positivos em abril, como a produção industrial, que apresentou avanço de 0,1%, desempenho melhor do que o esperado.
As vendas no varejo voltaram a subir em abril, porém abaixo do esperado e ainda insuficiente para reverter a tendência de queda do setor. O volume do setor de serviços recuou 4,5% sobre o mesmo mês do ano anterior, pior resultado para abril desde o início da série histórica em 2012.
Os economistas consultados no Boletim Focus do BC vêm melhorando sua projeção para a economia neste ano, mas ainda veem forte contração de 3,60%. Para 2017 a expectativa é de crescimento de 1%.
O indicador do BC serve como referência para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. Entre os dados que influenciam seu cálculo estão as pesquisas mensais da indústria e do comércio do IBGE.
O IBC-Br também tem alguma influência sobre as projeções do mercado financeiro para o PIB, embora não possa ser considerado como uma prévia desse indicador, que é divulgado trimestralmente e tem outra metodologia de cálculo. 
Fonte: Reuters -

A economia brasileira iniciou o segundo trimestre praticamente estagnada, resultado bem abaixo do esperado, mas interrompendo quase um ano e meio de quedas depois de a produção industrial e as vendas no varejo apresentarem ganhos em abril.


O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) teve variação positiva de 0,03% em abril na comparação com março, em dado dessazonalizado.


Foi a primeira vez que o indicador teve alta após 15 meses de números negativos. O dado frustrou a expectativa de analistas consultados pela Reuters, que previam avanço de 0,30%.


"Ainda é cedo para cantar vitória. O fundo do poço da atividade econômica parece estar se aproximando, porém só deve ocorrer no terceiro trimestre", disse a consultoria Rosenberg & Associados, em nota assinada pela economista-chefe Thais Marzola Zara.


Na comparação com abril de 2015, o IBC-Br caiu 5,75% e em 12 meses acumula queda de 5,35%, sempre em números dessazonalizados.


A contração do PIB (Produto Interno Bruto) desacelerou no primeiro trimestre deste ano, com queda de 0,3% sobre o período imediatamente anterior, segundo dados do IBGE.


Embora o país ainda sofra com a recessão, inflação elevada e desemprego em alta, alguns setores tiveram resultados positivos em abril, como a produção industrial, que apresentou avanço de 0,1%, desempenho melhor do que o esperado.


As vendas no varejo voltaram a subir em abril, porém abaixo do esperado e ainda insuficiente para reverter a tendência de queda do setor. O volume do setor de serviços recuou 4,5% sobre o mesmo mês do ano anterior, pior resultado para abril desde o início da série histórica em 2012.


Os economistas consultados no Boletim Focus do BC vêm melhorando sua projeção para a economia neste ano, mas ainda veem forte contração de 3,60%. Para 2017 a expectativa é de crescimento de 1%.
O indicador do BC serve como referência para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. Entre os dados que influenciam seu cálculo estão as pesquisas mensais da indústria e do comércio do IBGE.
O IBC-Br também tem alguma influência sobre as projeções do mercado financeiro para o PIB, embora não possa ser considerado como uma prévia desse indicador, que é divulgado trimestralmente e tem outra metodologia de cálculo. 


Fonte: Reuters 


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