Consumidor gasta mais em loja que aceita cartão, diz pesquisa

  • 23-10-2015

 

Pesquisa da Tendências/MasterCard aponta que tíquete médio de transações com dinheiro é de R$ 76,66; já com cartão de débito, valor sobe para R$ 89,95
SÃO PAULO - O uso de meios de pagamento eletrônicos por parte dos estabelecimentos comerciais estimula gastos maiores dos consumidores, aponta pesquisa da Tendências Consultoria encomendada pela MasterCard.
Segundo o levantamento, 82% dos varejistas têm a percepção de que a aceitação de cartões de débito incentivam o aumento do tíquete médio do consumidor. Entre os comerciantes que trabalham com cartões de crédito, 89% dizem que os lucros seriam menores se não aceitassem essa modalidade de pagamento.
A pesquisa mostra que o tíquete médio das transações com dinheiro é de R$ 76,66. Já a média gasta por consumidores que usam cartões de débito é de R$ 89,95. Quando o cartão de crédito é usado, em parcela única, a média avança para R$ 128,24. No caso das transações com crédito parcelado, o patamar salta para R$ 242,28.
Para o coordenador da pesquisa, Fernando Botelho, sócio da Tendências Consultoria, os estabelecimentos percebem que o uso de cartões amplia o universo de consumidores. "Esses meios de pagamento dão acesso a outros tipos de consumidor, como aquele que não teve tempo de sacar dinheiro. O consumidor também vê os meios de pagamentos digitais como um acesso ao crediário descomplicado, sem burocracia", afirmou.
A pesquisa foi realizada com 610 estabelecimentos comerciais de pequeno, médio e grande portes nas regiões metropolitanas de São Paulo, Brasília, Salvador e Porto Alegre. A amostra ponderada reflete a população nacional de estabelecimentos por região e tamanho.
Do total de entrevistados, 90% aceitam cartões de débito e 83%, de crédito. Para aqueles que não aceitam esses meios de pagamento, a percepção de altos custos foi citada por 39% dos empresários e necessidade de obedecer à regulação e legislação, 21%.
O levantamento mostrou ainda que a participação dos meios de pagamento eletrônicos sobre a receita total das empresas é significativa, alcançando 25% em alguns casos.
Potencial. Ainda que a percepção dos varejistas seja positiva em relação ao uso dos meio de pagamento eletrônicos, o universo de estabelecimentos que oferece essa modalidade é limitado.
Dos 17 milhões de estabelecimentos comerciais do País, 2,5 milhões aceitam cartões como meio de pagamento, segundo a MasterCard. "Há uma percepção de que a indústria de cartões não agrega valor ao negócio", disse o VP de Desenvolvimento de Aceitação e Negócios da MasterCard Brasil e Cone Sul, Alexandre Brito. "Há um ecossistema trabalhando para ampliar os estabelecimentos que aceitam cartões."
No entanto, Botelho destacou que, durante a pesquisa, os próprios empresários notaram que as transações com dinheiro geram custos altos para o negócio, entre os quais em relação à segurança. "Em geral, os comerciantes têm uma dificuldade para compreender o custo do dinheiro. Ele é um custo oculto, que as pessoas pagam e não veem que estão pagando", disse.
Fonte: Estadão Online - O Estado de S.Paulo

Pesquisa da Tendências/MasterCard aponta que tíquete médio de transações com dinheiro é de R$ 76,66; já com cartão de débito, valor sobe para R$ 89,95
SÃO PAULO - O uso de meios de pagamento eletrônicos por parte dos estabelecimentos comerciais estimula gastos maiores dos consumidores, aponta pesquisa da Tendências Consultoria encomendada pela MasterCard.


Segundo o levantamento, 82% dos varejistas têm a percepção de que a aceitação de cartões de débito incentivam o aumento do tíquete médio do consumidor. Entre os comerciantes que trabalham com cartões de crédito, 89% dizem que os lucros seriam menores se não aceitassem essa modalidade de pagamento.


A pesquisa mostra que o tíquete médio das transações com dinheiro é de R$ 76,66. Já a média gasta por consumidores que usam cartões de débito é de R$ 89,95. Quando o cartão de crédito é usado, em parcela única, a média avança para R$ 128,24. No caso das transações com crédito parcelado, o patamar salta para R$ 242,28.


Para o coordenador da pesquisa, Fernando Botelho, sócio da Tendências Consultoria, os estabelecimentos percebem que o uso de cartões amplia o universo de consumidores. "Esses meios de pagamento dão acesso a outros tipos de consumidor, como aquele que não teve tempo de sacar dinheiro. O consumidor também vê os meios de pagamentos digitais como um acesso ao crediário descomplicado, sem burocracia", afirmou.


A pesquisa foi realizada com 610 estabelecimentos comerciais de pequeno, médio e grande portes nas regiões metropolitanas de São Paulo, Brasília, Salvador e Porto Alegre. A amostra ponderada reflete a população nacional de estabelecimentos por região e tamanho.


Do total de entrevistados, 90% aceitam cartões de débito e 83%, de crédito. Para aqueles que não aceitam esses meios de pagamento, a percepção de altos custos foi citada por 39% dos empresários e necessidade de obedecer à regulação e legislação, 21%.


O levantamento mostrou ainda que a participação dos meios de pagamento eletrônicos sobre a receita total das empresas é significativa, alcançando 25% em alguns casos.


Potencial. Ainda que a percepção dos varejistas seja positiva em relação ao uso dos meio de pagamento eletrônicos, o universo de estabelecimentos que oferece essa modalidade é limitado.


Dos 17 milhões de estabelecimentos comerciais do País, 2,5 milhões aceitam cartões como meio de pagamento, segundo a MasterCard. "Há uma percepção de que a indústria de cartões não agrega valor ao negócio", disse o VP de Desenvolvimento de Aceitação e Negócios da MasterCard Brasil e Cone Sul, Alexandre Brito. "Há um ecossistema trabalhando para ampliar os estabelecimentos que aceitam cartões."


No entanto, Botelho destacou que, durante a pesquisa, os próprios empresários notaram que as transações com dinheiro geram custos altos para o negócio, entre os quais em relação à segurança. "Em geral, os comerciantes têm uma dificuldade para compreender o custo do dinheiro. Ele é um custo oculto, que as pessoas pagam e não veem que estão pagando", disse.


Fonte: Estadão Online - O Estado de S.Paulo


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