Com mais procura e sem novas vagas, desemprego no tri até julho vai a 8,6%

  • 30-09-2015

 

O mercado de trabalho brasileiro continua sem ter como acomodar a crescente parcela da população que está em busca de emprego. Novas vagas não têm sido criadas na mesma proporção em que cresce a quantidade de pessoas que buscam inserção. O fenômeno pressiona para cima as taxas de desemprego.
A taxa de desemprego do trimestre encerrado em julho foi de 8,6%, divulgou, nesta terça-feira (29), o IBGE. Em igual período do ano passado, a taxa havia sido de 6,9%. No trimestre imediatamente anterior (fevereiro, março e abril de 2015), a taxa era de 8%. É o maior valor da série de estudos, iniciada em janeiro de 2012.
O valor está em linha com a expectativa de economistas consultados pela agência internacional Bloomberg, que previam desemprego em 8,5%.
A população desocupada —desempregados que estão em busca de oportunidades— atingiu, no trimestre encerrado em julho, 8,622 milhões de pessoas.
Houve um crescimento de 26,6% em relação a igual período do ano anterior e de 7,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior ao da pesquisa.
Um sinal de que o mercado não tem acompanhado a procura por trabalho é o crescimento da força de trabalho, formada por pessoas empregadas ou não que efetivamente estavam procurando emprego.
Esse contingente de trabalhadores atingiu 100,8 milhões de pessoas, uma alta de 2,1% em relação a igual período de 2014 e de 0,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
Os dados são da Pnad Contínua, pesquisa que tem recortes trimestrais, mas que são apresentados mensalmente. A Pnad é a pesquisa sobre desemprego mais abrangente do IBGE.
As informações são coletadas em todos os estados da federação, com entrevistas em cerca de 211 mil domicílios —já a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) visita cerca de 45 mil domicílios, e a coleta fica restrita às seis principais regiões metropolitanas do país.
RENDA
A procura maior por emprego ocorre por conta da queda gradual da renda dos trabalhadores, na comparação com trimestres anteriores. Nos três meses encerrados em julho, o rendimento real (já descontada a inflação) foi de R$ 1.881. Houve queda de 0,9% frente ao trimestre encerrado em abril.
Na comparação anual, contudo, verificou-se alta de de 2%. A renda na Pnad, cuja série histórica começou em 2012, ainda não apresentou queda na comparação anual, mas mostra uma deterioração gradativa do indicador.
É verificado no Brasil um movimento de busca por inserção no mercado de trabalho, principalmente dos jovens, que durante anos em que a renda das famílias esteve em acensão, postergaram sua entrada no mercado.
A busca por emprego não acompanha, contudo, a criação de vagas. O indicador que mede a geração de postos de trabalho, chamado de população ocupada, manteve-se estável no trimestre encerrado em julho, em ambas as bases de comparação. A população ocupada foi de 92,1 milhões no período, estável em relação ao trimestre imediatamente anterior e ligeira alta, de 0,3%, em relação a igual período do ano passado.
Foram criadas, no espaço de um ano, 255 mil vagas, enquanto 2,06 milhões de pessoas buscavam oportunidades no período —e integravam a chamada força de trabalho. 
Fonte: Folha Online

O mercado de trabalho brasileiro continua sem ter como acomodar a crescente parcela da população que está em busca de emprego. Novas vagas não têm sido criadas na mesma proporção em que cresce a quantidade de pessoas que buscam inserção. O fenômeno pressiona para cima as taxas de desemprego.


A taxa de desemprego do trimestre encerrado em julho foi de 8,6%, divulgou, nesta terça-feira (29), o IBGE. Em igual período do ano passado, a taxa havia sido de 6,9%. No trimestre imediatamente anterior (fevereiro, março e abril de 2015), a taxa era de 8%. É o maior valor da série de estudos, iniciada em janeiro de 2012.


O valor está em linha com a expectativa de economistas consultados pela agência internacional Bloomberg, que previam desemprego em 8,5%.


A população desocupada —desempregados que estão em busca de oportunidades— atingiu, no trimestre encerrado em julho, 8,622 milhões de pessoas.Houve um crescimento de 26,6% em relação a igual período do ano anterior e de 7,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior ao da pesquisa.


Um sinal de que o mercado não tem acompanhado a procura por trabalho é o crescimento da força de trabalho, formada por pessoas empregadas ou não que efetivamente estavam procurando emprego.


Esse contingente de trabalhadores atingiu 100,8 milhões de pessoas, uma alta de 2,1% em relação a igual período de 2014 e de 0,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior.


Os dados são da Pnad Contínua, pesquisa que tem recortes trimestrais, mas que são apresentados mensalmente. A Pnad é a pesquisa sobre desemprego mais abrangente do IBGE.


As informações são coletadas em todos os estados da federação, com entrevistas em cerca de 211 mil domicílios —já a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) visita cerca de 45 mil domicílios, e a coleta fica restrita às seis principais regiões metropolitanas do país.


RENDA


A procura maior por emprego ocorre por conta da queda gradual da renda dos trabalhadores, na comparação com trimestres anteriores. Nos três meses encerrados em julho, o rendimento real (já descontada a inflação) foi de R$ 1.881. Houve queda de 0,9% frente ao trimestre encerrado em abril.


Na comparação anual, contudo, verificou-se alta de de 2%. A renda na Pnad, cuja série histórica começou em 2012, ainda não apresentou queda na comparação anual, mas mostra uma deterioração gradativa do indicador.É verificado no Brasil um movimento de busca por inserção no mercado de trabalho, principalmente dos jovens, que durante anos em que a renda das famílias esteve em acensão, postergaram sua entrada no mercado.


A busca por emprego não acompanha, contudo, a criação de vagas. O indicador que mede a geração de postos de trabalho, chamado de população ocupada, manteve-se estável no trimestre encerrado em julho, em ambas as bases de comparação. A população ocupada foi de 92,1 milhões no período, estável em relação ao trimestre imediatamente anterior e ligeira alta, de 0,3%, em relação a igual período do ano passado.


Foram criadas, no espaço de um ano, 255 mil vagas, enquanto 2,06 milhões de pessoas buscavam oportunidades no período —e integravam a chamada força de trabalho. 


Fonte: Folha Online


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