Veja quais investimentos superam a inflação de mais de 8% ao ano

  • 15-04-2015

 

Com a inflação acumulada em 12 meses de mais de 8% ao ano, o investidor precisa escolher com cuidado as aplicações. A poupança, por exemplo, deve encerrar 2015 com perda real –ou seja, render menos que a inflação.
Nos 12 meses encerrados em março, o IPCA (índice de inflação oficial no país) foi de 8,13%, maior nível desde dezembro de 2003. O índice fechou março em 1,32%, acima da taxa de 1,22% de fevereiro. Ele supera os 0,92% de março do ano passado e representa a maior taxa para um mês desde junho de 2003 (1,43%).
Para o fim do ano, a inflação projetada por economistas é de 8,20%. Abaixo, veja uma simulação de quais investimentos renderiam mais que a inflação no período.
No trimestre, o IPCA acumulado foi de 3,83%. Com isso, apenas ouro e fundos cambiais –que investem parte de recursos em moeda estrangeira– conseguiram render acima da inflação no primeiro trimestre do ano.
A situação, porém, deve melhorar para os investimentos em renda fixa até o final do ano, principalmente se for confirmada a nova elevação do juro básico (taxa Selic) de 0,50 ponto percentual prevista pelo mercado na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), no fim deste mês.
Com o aumento do juro básico, o governo tenta conter a inflação, já que tomar crédito fica mais caro, tanto em instituições financeiras como no comércio.
Com a inflação elevada, as aplicações atreladas ao IPCA ganham apelo entre os investidores. Em especial as NTN-B (Notas do Tesouro Nacional Série B), que têm como remuneração o índice e uma taxa de juros prefixada.
"São papéis bastante acessíveis, mas é preciso estar preparado para a oscilação do preço do título. Quem compra uma NTN-B pode ver o saldo diminuir durante o período de aplicação. Mas se o investidor entender que, ao manter o dinheiro investido, ele vai receber a inflação mais os juros anuais no vencimento do título, pode perceber que é uma excelente maneira de proteger o capital", ressalta o planejador financeiro Bruno Amaral Azevedo.
Uma opção para acompanhar a alta dos juros é aplicar em outro título público: as LFT (Letras Financeiras do Tesouro), que acompanham o aumento da Selic. Na simulação acima, o rendimento após desconto de Imposto de Renda desses papéis só perde para o das LCI (Letras de Crédito Imobiliário), que são isentas de IR.
Além dos títulos públicos, há opções como debêntures (títulos de dívida privados). "É preciso, nesse caso, avaliar o risco do emissor do papel. No titulo publico, o risco é baixo –de calote do governo. O investidor tem que ter cautela e avaliar a empresa emissora, que terá de honrar o pagamento", acrescenta o planejador financeiro.
De maneira geral, as debêntures têm que oferecer taxas de remuneração maiores para atrair investidores que, de outro modo, aplicariam seu dinheiro em títulos públicos. "Mas se a taxa estiver muito acima da oferecida nos títulos públicos ou destoar das demais remunerações oferecidas por debêntures no mercado, suspeite", diz.
E se o investidor optar por aplicações que remunerem um percentual do CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro, taxa de juros em empréstimos entre instituições financeiras), também pode aproveitar o aumento da inflação, diz Azevedo.
É o caso de CDB (Certificado de Depósito Bancário), LCI e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) –as duas últimas isentas de IR. "Quando o juro sobe, o DI também sobe, e essas aplicações pagam mais", diz.
Na contramão, o investidor que optar por deixar o dinheiro na poupança pode perder dinheiro. No acumulado de 12 meses até março, a caderneta rendeu 7,12%, ante um IPCA de 8,13%.
Pela regra, a poupança rende 6,17% ao ano mais TR (Taxa Referencial) sempre que o juro básico estiver acima de 8,5% ao ano. A previsão para o IPCA em 2015 é alta de 8,20%, de acordo com o último boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com economistas.
Fonte: Folha Online

Com a inflação acumulada em 12 meses de mais de 8% ao ano, o investidor precisa escolher com cuidado as aplicações. A poupança, por exemplo, deve encerrar 2015 com perda real –ou seja, render menos que a inflação.


Nos 12 meses encerrados em março, o IPCA (índice de inflação oficial no país) foi de 8,13%, maior nível desde dezembro de 2003. O índice fechou março em 1,32%, acima da taxa de 1,22% de fevereiro. Ele supera os 0,92% de março do ano passado e representa a maior taxa para um mês desde junho de 2003 (1,43%).


Para o fim do ano, a inflação projetada por economistas é de 8,20%. Abaixo, veja uma simulação de quais investimentos renderiam mais que a inflação no período.
No trimestre, o IPCA acumulado foi de 3,83%. Com isso, apenas ouro e fundos cambiais –que investem parte de recursos em moeda estrangeira– conseguiram render acima da inflação no primeiro trimestre do ano.


A situação, porém, deve melhorar para os investimentos em renda fixa até o final do ano, principalmente se for confirmada a nova elevação do juro básico (taxa Selic) de 0,50 ponto percentual prevista pelo mercado na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), no fim deste mês.


Com o aumento do juro básico, o governo tenta conter a inflação, já que tomar crédito fica mais caro, tanto em instituições financeiras como no comércio.


Com a inflação elevada, as aplicações atreladas ao IPCA ganham apelo entre os investidores. Em especial as NTN-B (Notas do Tesouro Nacional Série B), que têm como remuneração o índice e uma taxa de juros prefixada.


"São papéis bastante acessíveis, mas é preciso estar preparado para a oscilação do preço do título. Quem compra uma NTN-B pode ver o saldo diminuir durante o período de aplicação. Mas se o investidor entender que, ao manter o dinheiro investido, ele vai receber a inflação mais os juros anuais no vencimento do título, pode perceber que é uma excelente maneira de proteger o capital", ressalta o planejador financeiro Bruno Amaral Azevedo.


Uma opção para acompanhar a alta dos juros é aplicar em outro título público: as LFT (Letras Financeiras do Tesouro), que acompanham o aumento da Selic. Na simulação acima, o rendimento após desconto de Imposto de Renda desses papéis só perde para o das LCI (Letras de Crédito Imobiliário), que são isentas de IR.


Além dos títulos públicos, há opções como debêntures (títulos de dívida privados). "É preciso, nesse caso, avaliar o risco do emissor do papel. No titulo publico, o risco é baixo –de calote do governo. O investidor tem que ter cautela e avaliar a empresa emissora, que terá de honrar o pagamento", acrescenta o planejador financeiro.


De maneira geral, as debêntures têm que oferecer taxas de remuneração maiores para atrair investidores que, de outro modo, aplicariam seu dinheiro em títulos públicos. "Mas se a taxa estiver muito acima da oferecida nos títulos públicos ou destoar das demais remunerações oferecidas por debêntures no mercado, suspeite", diz.


E se o investidor optar por aplicações que remunerem um percentual do CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro, taxa de juros em empréstimos entre instituições financeiras), também pode aproveitar o aumento da inflação, diz Azevedo.


É o caso de CDB (Certificado de Depósito Bancário), LCI e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) –as duas últimas isentas de IR. "Quando o juro sobe, o DI também sobe, e essas aplicações pagam mais", diz.


Na contramão, o investidor que optar por deixar o dinheiro na poupança pode perder dinheiro. No acumulado de 12 meses até março, a caderneta rendeu 7,12%, ante um IPCA de 8,13%.


Pela regra, a poupança rende 6,17% ao ano mais TR (Taxa Referencial) sempre que o juro básico estiver acima de 8,5% ao ano. A previsão para o IPCA em 2015 é alta de 8,20%, de acordo com o último boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com economistas.


Fonte: Folha Online


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