Desistência da compra do imóvel cresceu 14% no ano passado

  • 13-04-2015

O volume de contratos de compra de imóvel cancelados no ano passado cresceu 14% em relação a 2013 nas principais construtoras de capital aberto do país.

Desemprego, inadimplência, atraso na entrega ou recusa de financiamento bancário são alguns motivos para os distratos, como são chamadas as desistências.

Dados divulgados nos balanços financeiros de construtoras e compilados pela consultoria Concordia indicam distratos no valor de R$ 5,14 bilhões em 2014. Esse movimento ocorre em um cenário de desaceleração da economia, com queda nas vendas e estoque de unidades –aquelas que não são vendidas até três anos após o lançamento– já elevado.

Em construtoras como a MRV, forte no segmento de habitação popular e a única das sete empresas que aumentou o número de lançamentos no ano passado, o total de distratos passou de R$ 1,4 bilhão, alta de 33% na comparação com 2013.

Na Rossi, a quantia chegou a R$ 1,04 bilhão e na Gafisa, a R$ 959 milhões –em parte, pelo fraco desempenho da Tenda, braço da construtora na habitação de baixa renda.

O resultado é um problema para as empresas, que passam a ter uma baixa de recurso previsto no caixa e uma unidade a mais para engrossar a oferta, e para o comprador, que interrompe planos e, muitas vezes, acumula dívidas. O desfecho nem sempre é fácil.

A enfermeira Keila Alves de Melo, 37, desfez a compra de um apartamento em Osasco (SP) em julho do ano passado. O atraso na obra foi decisivo para o recuo.

Ela conta que a construtora se comprometeu a devolver 33% do que ela já havia pago, sem incluir valores da taxa de corretagem, por exemplo, pagos em cheques.

"A construtora disse que eram valores para os corretores envolvidos e que não era problema deles", diz Keila. O caso corre na Justiça.

A dificuldade de assumir as prestações do financiamento bancário ao tomar posse das chaves (até então os pagamentos eram feitos à construtora) levou o analista Marcelo Barreto, 41, a abandonar o projeto da casa nova.

"Há três anos, quando comprei, parecia um bom negócio. Quando a obra acabou, eu estava sem emprego e os juros do financiamento ficaram muito pesados", conta.

Para o economista-chefe do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário), Celso Petrucci, o consumidor está menos confiante em relação à sua condição financeira e deve encontrar os bancos mais seletivos na concessão do crédito.

Fonte: Folha Online


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